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inserida em 12/06/2009 às 11:46
CACHORRO ESTÁ SENDO TREINADO PARA AJUDAR EM PROJETO COM VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA.
No Projeto Proteger – Saúde e Comportamento Violento, desenvolvido desde 1993, cachorros são usados para facilitar a interação com os pacientes, especialmente crianças.

Com o método, especialistas e estudantes de cursos como Direito, Medicina, Enfermagem e Psicologia conseguem colher com maior espontaneidade informações sobre abusos e maus-tratos.

A idéia é fazer com que a criança conte seu drama para o cão, e não para o profissional.

A morte do doutor Alegria, um vira-lata que atuava havia três anos no consultório do médico e professor de genética Renato Zamora Flores, chocou a comunidade acadêmica e obrigou a preparação de um substituto pela equipe do projeto, Wanguinho, com idade estimata de um ano e meio, foi abandonado no campus, a exemplo de se antecessor.



Aparentemente vítima de agressões, o cachorro está sendo necropsiado no Hospital Veterinário da UFRGS.

A intenção é subsidiar o inquérito que deve ser aberto.

Para a psicóloga Mariza Freire, vice-coordenadora do projeto proteger, a morte de cães na região é uma represaria ao trabalho realizado. São 4,5 mil consultas por ano.

- Algumas vezes precisamos proteger crianças dos pais, pedir abrigo, se envolver em processos de guarda a pedido do judiciário. Isso gera raiva nas pessoas que se sentem prejudicadas. Pode ser represaria disso – avalia Mariza.
 
Autor: Foto de Adriana Franciosi
Fonte: Jornal Zero Hora - 10 de junho/2009
 
 
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