E-mail:   Senha:     » Esqueci minha senha
Institucional
Notícias
Agenda
Coluna Semanal
Anclivepas Regionais
CRMVs
CFMV
Página Inicial
Fale Conosco

Coluna Semanal
Home » Coluna
Ver coluna
Coluna na íntegra.
ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DO CFMV

Essa entrevista foi dada com exclusividade para a inauguração do portal Anclivepa-Brasil.

Anclivepa-Brasil - Qual é a posição do CFMV sobre o problema da Leishmaniose no Brasil?

M.V.Benedito - A Leishmaniose no Brasil se constitui em um sério problema de saúde pública, tendo o Médico Veterinário um papel de fundamental importância.Como se trata de uma enfermidade que não possui tratamento e não há provas científicas que isto seja possível a posição do CFMV é contrária a qualquer tipo de tratamento. Houve, no passado quem defendia o modelo preconizado na Espanha, o que se tratava de um absurdo, pois as condições edafoclimáticas são completamente diferentes e hoje se sabe que os países do Mediterrâneo já constataram a prevalência da enfermidade, o que desmistifica o protocolo tão amplamente difundido e aceito por alguns profissionais brasileiros.O próprio Ministério da Saúde, a quem cabe marcar posição sobre o
assunto, até hoje não editou nenhuma norma para esclarecer sua posição sobre o assunto.

Como entendemos que a medicina veterinária é uma ciência, é que necessitamos de posições científicas que comprovem e que sejam aceitas pelo mundo científico que é possível existir tratamento, fora destas condições o que existe é puramente a técnica do "achismo".

Não existe tratamento que possibilite dizer que o ser humano está imune desta enfermidade. O que defendemos é a saúde do ser humano, nosso principio e fim, lógico que considerando a participação necessária do animal, mas quando o mesmo se torna um problema de saúde pública a nossa responsabilidade é com o ser humano.

Anclivepa-Brasil - Pela primeira vez, um Congresso Mundial da WSAVA (World Small Animal Veterinary Association) será realizado no Brasil, em 2009, e que terá a responsabilidade da Anclivepa-Brasil. Na sua ótica, qual a importância desse evento para a Medicina Veterinária Brasileira?

M.V.Benedito - Nós tivemos em 2001 a realização do primeiro Congresso Mundial de Medicina Veterinária realizado no hemisfério sul, no Rio de Janeiro.

O que houve de evolução a partir deste evento para a Medicina Veterinária Brasileira? Em nosso entendimento, só dividendos políticos, nada mais. Se gasta muito e o aproveitamento é pouco. Quantos serão os Médicos Veterinários brasileiros que atuam em Clínica de pequenos animais ou animais de companhia que poderão estar presentes ao evento? Considere também a linguagem a ser usada. Muitos dirão: Ah! Haverá intérpretes, mas eu pergunto será a mesma coisa? Hoje com a globalização da informação os Congressos que no passado tinham muito valor deixaram de ter a sua significância e se sobressaem de forma cada vez mais categórica os eventos por especialidades onde o profissional participa de forma integral.

Registre-se que os antigos grandes congressos estão fadados a deixarem de existir como forma de aprimoramento, de reciclagem, de treinamento profissional. Hoje, tais congressos são mais utilizados como forma de turismo, e é o que possibilita a sua existência. Observe que é possível fazermos congressos específicos, tais como: de dermatologia, odontologia, cirurgia, oftalmologia, cardiologia, etc. Mas isto é específico e não atende o que as indústrias de medicamentos, de ração, de instrumentos pretendem e aí os vendilhões do templo agem de forma enérgica e categórica, constituindo-se em verdadeiros subservientes da indústria e do comércio em detrimento do saber, da competência profissional.

Anclivepa-Brasil - Dentro do planejamento do CFVM o que será prioritário em 2006/2007?

M.V.Benedito - A Medicina Veterinária e a Zootecnia necessitam de correr muito para estar identificadas na contemporaneidade.A nossa meta principal nas ações que pretendemos desenvolver é colocar estas profissões em destaque. Como isto pode acontecer? Buscando sempre a forma de mostrar à sociedade o que somos, o que fazemos, o que podemos fazer e o que a sociedade pode exigir de nós profissionais. Ora, a Medicina
Veterinária e a Zootecnia necessitam ser conhecidas pelo grande público. Dai decorre a necessidade de uma campanha institucional voltada para atividade destas profissões, que é muito cara.

Não temos condições de bancar as despesas sozinhos, nem se comprometêssemos todo orçamento do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais por três anos.

Vale dizer, a mídia é muito cara, mas isto não nos esmorece, se constitui em estímulos para que continuemos lutando. A sociedade brasileira não sabe e não conhece o papel e a importância do Médico Veterinário e do Zootecnista.

Por outro lado as nossas entidades co-irmãs que deveriam estar colaborando conosco, são as primeiras a defender posições eleitoreiras e ignorantes.

Culpa talvez de melhor formação do Médico Veterinário e Zootecnista que deveriam ser mais cidadãos. Veja, temos outras entidades a nível nacional, e quais são as suas participações nos grandes embates nacionais. Quem conhece, por exemplo, a atividade de outra entidade nacional a respeito da mudança da lei n.º4.950-A, em tramitação no congresso nacional, que trata de horas máximas de trabalho e o salário mínimo profissional? O que é feito pela entidade que tem a responsabilidade de dotar os Médicos Veterinários de conhecimento técnico-científico e social em termos de educação continuada e de socialização da profissão? A cobrança é sempre feita ao Sistema CFMV/CRMVs e os Sindicatos, Sociedades, Federação Nacional, Sociedade Brasileira, onde se encontram e porque não são cobradas?

Se ninguém conhece e não tem importância para que existir? Só para dar palanque? A segunda prioridade é capacitar o profissional para atender a demanda da sociedade. Hoje existe falta de profissionais na área de apicultura, aqüicultura, agro negócios, enfim uma série de atividades que nos pertence e estão jogadas no esquecimento, onde propicia oportunidades a outros profissionais se qualificarem e ocupar o espaço que nos pertence de direito mais muitas vezes não pertencem de fato.

Anclivepa-Brasil - Em sua opinião qual o papel social do Médico Veterinário.

M.V.Benedito - - Eis um grande desafio. A complexidade da função social do Médico Veterinário sempre foi uma questão não abordada com a profundidade necessária. A sociedade desconhece ou não tem ciência da nossa função, por outro lado não fazemos esforços para que sejamos conhecidos e reconhecidos.

Seremos inseridos a partir do momento que tivermos desempenhando o papel de ator pro ativo da sociedade em todos os campos de nossas atividades.

Quando soubermos mostrar para sociedade o nosso papel na vigilância sanitária, na defesa sanitária animal, na saúde pública, na produção de alimentos, na segurança alimentar, no bioterrorismo, nos desastres terrestres provocados pelo homem ou pela natureza.
Urge que entidades dos mais diferentes níveis e responsabilidade atuem no sentido de promover o Médico Veterinário como elemento de fundamental importância na sociedade política, econômica, administrativa e social em que vive.

Anclivepa-Brasil - O CRMV-SP ficou sob intervenção judicial por mais de 3 anos. Como o senhor analisa essa situação e seu desfecho, no mais importante CRMV brasileiro?

M.V.Benedito - Primeiro é necessário deixar claro que todos os conselhos são importantes, e se encontram no mesmo nível, a diferença é que o Estado de São Paulo possui o maior número de Médicos Veterinários e Zootecnistas inscritos em relação aos demais Estados da federação.

Este privilégio é dado por uma série de fatores dentre os quais se destaca o número de escolas, que é recordista no país, quase que 40(quarenta). A Justiça tarda mais não falta, e foi o que aconteceu.

Várias foram às situações colocadas em juízo que não correspondiam à verdade dos fatos. Primeiro foi o pedido do mandado de segurança promovido pelo Presidente e candidato a Presidente do CRMV/SP, o Dr. Ricardo Coutinho que na qualidade de Presidente e candidato misturou o seu papel e impetrou mandado de segurança para que o CFMV não homologasse o resultado da eleição realizada em São Paulo.

Ora, na legislação do CFMV sob a nossa gestão, jamais existiu a necessidade de homologação de resultado eleitoral nos Estados por parte do CFMV. Isto existiu no passado, na gestão do Dr. René Dubois.

Quando assumimos o CFMV jogamos no lixo este dispositivo, por entendermos que a competência de decidir quem deve ser o Presidente do Conselho Regional são os profissionais do Estado e não o Conselho Federal. Por outro lado existia a pendência administrativa de intervenção que fizeram no CRMV/SP por administração ímproba, cujo processo tramita na Justiça Criminal Federal do Estado de São Paulo. Registre-se, por oportuno que o Tribunal de Contas da União publicou no último dia 28 de abril deste ano, na seção 1, páginas 165/166 o resultado da auditoria feita no CRMV/SP, confirmando a justiça da intervenção do CFMV no CRMV/SP.

Essa pessoas, responsáveis por este mal fadado mandado de segurança que permitiu o Juiz da 9ª Vara Federa da Seção Judiciária do Distrito Federal promover intervenção judicial no CRMV/SP trouxe um enorme prejuízo para classe dos Médicos Veterinários e Zootecnistas do Estado de São Paulo, que demandará pelo menos 5 (cinco) anos para ser recuperado. Durante o período da intervenção judicial tentamos promover auditoria nas contas do CRMV/SP, mas o interventor não permitiu, alegando que estava cumprindo decisão judicial.

Ora, vejam, busca-se que políticos envolvidos com mensalão e sanguessugas paguem pela suas atitudes e agora, como deve proceder a justiça, o TCU, a procuradoria geral da república em relação aos atos desconhecidos que foram praticados no período da intervenção Judicial? Talvez o Juiz da 9ª Vara Federal de Brasília responda, pois não foi o mesmo causador de todo o processo? Sem falar, lógico aos interventores. O desfecho em nosso entendimento foi a realização da justiça e não aquilo que fora estabelecido: a intervenção judicial que sempre bloqueava a realização de eleição, tendo inclusive avocado processo para decidir favoravelmente a chapa de sua referência.

Enfim, a normalidade foi estabelecida e, esperamos que os novos dirigentes do CRMV/SP possam gerir com sucesso a nossa entidade no Estado de São Paulo. Mas é importante que os colegas Médicos Veterinários e Zootecnistas do Estado de São Paulo tomem conhecimento da verdade dos fatos e esqueçam a versão dos boatos.

Anclivepa-Brasil - Qual é a sua posição sobre o exame de certificação profissional que os recém formados têm obrigação de realizar e que está sendo questionado na justiça?

M.V.Benedito - O Exame Nacional de Certificação Profissional-ENCP, instituído pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária se constitui em uma das maiores das nossas realizações.

Outras profissões já buscaram o nosso conhecimento sobre o assunto para aplicar em seus conselhos. Na América do Sul somos os pioneiros a adotar esta prática que é utilizada na Europa e nos Estados Unidos da América. Quando os Presidentes dos Conselhos Regionais, de forma
unânime aprovaram a aplicação do ENCP em Câmara de Presidentes realizada em Maceio-AL em 2000, estávamos decidindo de forma alicerçada, pois, desde 1991 quando realizamos o 1º(primeiro) Seminário Nacional de Ensino da Medicina Veterinária no Brasil, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, era este o nosso
objetivo.

Sabemos que sempre existiram professores contra o ENCP, na sua maioria, incompetentes, pois colocava suas posições em cheque.
Professores que não davam aulas, não tinham preocupações nem observar o conteúdo de suas disciplinas, etc. Mas neste emaranhado de situações surgiu um grupo de aproximadamente 50 (cinqüenta) formandos de uma Instituição de Ensino Superior do Sul de Minas Gerais. Se não me falha a memória FUPAC, de Juiz de Fora, inclusive, a própria Instituição ingressou na Justiça Federal com mandado de segurança, pedindo para fazer o ENCP, o que foi deferido e CFMV providenciou para que os egressos desta Instituição realizassem o referido ENCP. Mérito para o Sistema CFMV/CRMVs e mérito maior para esta Instituição. Por quê? Porque existem Instituições e até mesmo professores que estimulam a não realização do exame. O que isto representa? Esta instituição deve receber o respeito e a consideração, pois demonstra que tem preocupação, respeito e responsabilidade com o ensino da Medicina Veterinária.

A esta Instituição, a nossa consideração e o nosso respeito, ela merece a nossa indicação. Enfim, o ENCP já se consagrou e os estudantes, formandos e egressos de Instituições de respeito, de compromisso com a educação não buscam subterfúgios para se submeterem a esta nossa proposta.

Anclivepa-Brasil - O que o senhor tem a dizer sobre questionamentos a respeito de sua administração a frente do CFMV, veiculadas pela internet, por um grupo denominado MOVE?

M.V.Benedito - Toda e qualquer acusação realizada no anonimato é crime. A Constituição da nossa república estabelece que o anonimato seja crime.

Ora, se o(s) autor(es) covardes da referida denúncia fosse(m) titulares de seus direitos deveriam fazer a representação à polícia federal ou ao Ministério Público Federal, mas o que fizeram? Esconderam-se na bandeira da covardia, representada no anonimato e fizeram acusações
infundadas que se constituem em crimes, pelos quais deverão pagar.

Fizeram uma segunda carta e disseram que se tratava de várias lideranças e que em outra oportunidade se identificariam. Veio a terceira carta e qual foi a identificação, nenhuma. É possível dar crédito, sim. Quem? Os idiotas, os imbecis, os que foram punidos pelo
CFMV, os que acreditam em qualquer coisa, os que não analisam, não refletem sobre aquilo que lhe são colocados, os que são iludidos por presidentes de Conselhos desonestos. Desejam saber quais são? Analisem as atitudes destes Presidentes, sempre são os mais honestos e cobram posturas dos outros. Mas são useiros em utilizar mal os recursos dos Conselhos, sobretudo quando aprovam recursos destinados a pessoas jurídicas de que são sócios, sem falar naqueles que fazem "acordos amigáveis" com advogados e não defendem o patrimônio público.
São parias da profissão que se apresentam como ilibados defensores da ética e responsabilidade. Não direi quem são, salvo se os mesmos se sentirem prejudicados e neste condição exigirem, o que duvido, pois covardes falam dos outros mas não dignificam em responder suas falcatruas. Vivenciando toda esta situação, afirmamos: não cometemos nenhum ilícito apontado pelo(s) dedo(s) do movimento covarde, que aliás é pai de alguns presidentes de entidades da Medicina Veterinária, inclusive Conselhos Regionais. Que eles se identifiquem. Que provem.

Demonstrar não é prova. Dizer que tenho diversas ações na justiça não é prova de que utilizei do CFMV, usando papel, computador, tinta, etc.

Afirmo, só hipócritas e desonestos podem elocubrar neste sentido. Os desprovidos da maldade e desonestidade jamais acreditariam nesta pseudo acusação. Busquem aqueles que exerceram sua função e ainda a exercem promovendo "ações entre amigos".

Anclivepa-Brasil - Está sob apreciação do CFMV, um documento da Anclivepa-Brasil solicitando a aprovação para concessão de título de especialista em clínica médica de pequenos animais. O senhor tem alguma previsão de quando será colocado em pauta para deliberação?

M.V.Benedito - Desconheço tal solicitação e, mesmo que tivesse ciência não poderia manifestar, pois é designado um conselheiro relator para que analise a proposta à luz da legislação em vigor a apresente seu parecer.

Anclivepa-Brasil - É sabido que num estabelecimento de banho/tosa, acidentes podem acontecer, como intoxicações por parasiticidas, cortes na pele provocados pelas lâminas das máquinas de tosa (inabilidade do tosador), além da necessidade de sedação de animais agressivos
(situação rotineira nesses estabelecimentos), entre outros. Em todas essas situações o Médico Veterinário é o profissional qualificado para intervir, e para isso sua presença deveria ser de tempo integral. Qual a sua opinião?


M.V.Benedito - A minha opinião não representa a do CFMV. Mas como fui provocado não como presidente do CFMV e como profissional, entendo o seguinte: é responsabilidade do Conselho Regional de Medicina Veterinária a fiscalização do exercício profissional. Ora se há utilização de medicamentos em tais estabelecimentos compete ao Conselho Regional à fiscalização de tal estabelecimento e, se necessário for, punir exemplarmente, na forma da lei. Lembre-se que temos resolução que estabelece punição não só ao estabelecimento, mas também ao profissional que aplica vacina no balcão ou de forma tecnicamente inadequada. A responsabilidade técnica não exige tempo integral.

Anclivepa-Brasil - O Brasil possui o maior número de faculdades de medicina veterinária do mundo. A preocupação, além da qualidade do ensino, é o excesso de profissionais no mercado. Por estatística, em menos de oito anos, seremos o dobro de profissionais existentes no Brasil, que atuarão principalmente no segmento de animais de companhia. Com certeza aumentarão os problemas éticos. Como o senhor vê essa situação e como o CFMV pretende minimizar esse problema?

M.V.Benedito - É voz geral que o mercado para o Médico Veterinário está esgotado no Brasil. Ledo engano. Projeta-se hoje que o Brasil possui um rebanho de aproximadamente 200 milhões de bovinos.

Se exercitássemos somente nesta área teríamos 1 médico veterinário para atender aproximadamente 3 mil bovinos, isto porque temos aproximadamente 70 mil médicos veterinários em atividade. Pergunto: Quem responderia pela avicultura, suinocultura e outras atividades que são competência privativa do Médico Veterinário? Observe que sempre colocam a culpa no CFMV, ou entendem que é o CFMV que deve resolver o problema.

E necessário registrar que ao Sistema CFMV/CRMVs compete a fiscalização e orientação do exercício profissional. A questão de mercado é regulada pelas circunstâncias e oportunidades de cada profissional. Entendo que existe mercado de trabalho para o profissional Médico Veterinário.

O que ocorre é que as Instituições de Ensino Superior, as Escolas e Faculdades devem se preocupar com o ensino generalista, que é a tônica mundial e deixar as especialidades para a pós-graduação.

A falta de conscientização dos alunos por parte dos professores é que tem levado a esta situação de desconforto. Daí pergunto: Como está o Médico Veterinário na Patologia de abelhas, de peixes, de frutos o mar, de peixes de aquário, enfim de diversas outras áreas de atuação do Médico Veterinário? Entendo ser chegado o momento de abraçar
estes espaços onde apresentamos fragilidade, não só nas áreas já citadas como na área de medicina veterinária esportiva, bioterrorismo, segurança alimentar, etc.


Outras colunas
 
Cadastre-se no Portal
Cadastre-se gratuitamente no portal e tenha acesso a conteúdo exclusivo.
© 2007 ANCLIVEPA Brasil - Todos os direitos reservados.
Really Simple Syndication (RSS 2.0)
Produção: WS Solution Informática
Gerenciamento: SD Marketing Promocional